Altas habilidades e superdotação: como diagnosticar e lidar?

Descubra mais sobre o que é, como identificar e lidar com alunos com altas habilidades e superdotação.

Altas habilidades e superdotação: como diagnosticar e lidar?

As crianças com altas habilidades e superdotação (AH/SD), como todas as outras, merecem receber uma educação adequada – que lhes dê a oportunidade de desenvolverem-se integralmente.


Em 1989, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança já especificava a necessidade de fornecer oportunidades para permitir que todos os alunos alcancem seu pleno potencial.


Mas, como fazer isso? Continue a leitura para saber mais sobre como ajudar a identificar e a lidar com os alunos com altas habilidades e superdotação.


O que são altas habilidades e superdotação?


Há bastante discussão a respeito desses conceitos. De maneira geral, eles são compreendidos como a capacidade acima da média do aluno em uma ou mais áreas específicas combinada com um quociente de inteligência (QI) entre 40 e 70.


As crianças superdotadas e com altas habilidades são também definidas como aquelas que demonstram uma habilidade ou potencial avançado em uma ou mais áreas específicas quando comparadas a outras da mesma idade, experiência ou ambiente.


Elas tendem a se destacar em sua capacidade de pensar, raciocinar e julgar, tornando necessário que recebam serviços educacionais especiais e apoio para conseguirem desenvolver plenamente seu potencial e talentos.


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Como identificar alunos com altas habilidades e superdotação?


Há alguns indícios que podem ser observados, embora apenas a sua presença seja insuficiente para um diagnóstico.


As crianças superdotadas são, muitas vezes, aprendizes precoces que podem dominar as habilidades de contagem, leitura e escrita desde bem cedo. Elas poderão ter um amplo vocabulário, gramática avançada e habilidades comunicativas semelhantes aos adultos.


Cabe destacar que não há dois estudantes com esse perfil e que sejam exatamente iguais. Alguns apresentarão alta habilidade em todos os aspectos, enquanto outros apresentarão a sua superdotação concentrada em uma área específica — como matemática, ciências ou artes.


Ademais, eles tendem a ser estudantes autodidatas que podem aprender novas habilidades sob orientações próprias e que estão sempre curiosos para saber mais sobre o mundo ao seu redor.


Ainda, o aluno com altas habilidades e superdotados pode ter uma memória muito boa para fatos e habilidades de raciocínio bastante desenvolvidas, o que, muitas vezes, o leva a ser um pensador crítico.


Saiba mais: Neurociência na Educação Infantil: como aplicá-la em sala de aula!


Como é o diagnóstico para altas habilidades e superdotação?


Quando a superdotação e as altas habilidades são nutridas e apoiadas em casa e na escola, os alunos podem progredir rapidamente e vencer os desafios exclusivos de sua situação com mais facilidade. Por isso, o diagnóstico é tão importante.


Existem várias maneiras de determinar essas condições e, muitas vezes, uma combinação de testes de habilidade e desempenho é usada, incluindo observação e/ou revisão do portfólio de trabalho do aluno.


As atividades da criança dentro e fora da escola podem ser consideradas, juntamente com habilidades cognitivas, criatividade e hábitos afetivos e comportamentais.


Nem sempre o aluno dentro desse quadro apresentará notas elevadas. Por vezes, a condição leva a altas habilidades em atividades de um tipo mais especializado e em áreas restritas. Por isso, somente os testes de aptidão geral e psicométricos não fornecem um resultado claro para o diagnóstico definitivo.


Sendo assim, é indicado que o aluno seja observado durante um período determinado por um profissional especializado.


Alunos com altas habilidades e superdotação podem ter dificuldades de aprendizagem?


Diferentemente do que algumas pessoas imaginam, há também casos em que os alunos AH/SD podem apresentar baixo desempenho escolar.


Entre os motivos para isso, é possível que uma deficiência ou distúrbio de aprendizagem conviva com a superdotação e as altas habilidades. Isto é especialmente verdadeiro quando uma criança tem déficit de atenção ou dislexia.


Assim, pode haver superdotação em uma disciplina, como matemática, mas uma dificuldade de aprendizagem que afeta o desempenho em outras áreas do conhecimento.


Ademais, é preciso considerar que esses alunos podem ficar facilmente entediados se as atividades não forem adequadas, atrativas e desafiadoras para eles, o que também pode contribuir para que apresentem baixo desempenho em avaliações.


Como lidar com alunos com altas habilidades e superdotação?


Fornecer apoio adequado dentro do ambiente escolar é essencial. Assim como acontece com outros alunos que têm necessidades especiais, o estudante com AH/SD também demanda compreensão de seu quadro e adaptações na educação.


Isso pode incluir:


Personalizar processos e práticas de ensino-aprendizagem


O currículo dos alunos com AH/SD deve ser diferenciado, com adaptações que contemplem as suas necessidades mais específicas.


Além disso, é importante lembrar de que uma criança pode ser superdotada em uma área e ter uma habilidade inferior em outra. Essas especificidades de cada um devem também ser consideradas para promover experiências e práticas

ideais para o seu desenvolvimento e aprendizado.


Tornar a rotina escolar mais dinâmica e atrativa


Os alunos com altas habilidades e superdotação podem sentir tédio com bastante facilidade, principalmente quando já dominam o conteúdo ou a tarefa não é desafiadora para eles.


Para evitar isso, é importante utilizar novas metodologias — as metodologias ativas, que promovem mais participação e um foco prático podem ser boas aliadas.


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Ouvir os alunos


Procure ouvir verdadeiramente o que eles têm a dizer. Esteja aberto a seus pontos de vista, opiniões e até reclamações e tente formular soluções juntos.


Veja também o vídeo sobre Metodologias Ativas:


Oferecer apoio e trabalhar as competências socioemocionais


Alguns estudantes com altas habilidades e superdotação podem ter dificuldade em fazer amizade com colegas da mesma idade. Isso pode resultar em sentimentos de isolamento, baixa autoestima e falta de confiança em situações sociais.


É por isso que é importante reconhecer os problemas desde o início, para garantir que todas as crianças recebam a ajuda de que precisam para atingir todo o seu potencial.


Ter um ambiente acolhedor, estimular a colaboração e trabalhar as habilidades emocionais e sociais em linha com os demais objetivos pedagógicos podem ser iniciativas valiosas.


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