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5 jogos cooperativos para desenvolver empatia e trabalho em equipe

  • Foto do escritor: Faz Educação & Tecnologia
    Faz Educação & Tecnologia
  • 25 de jun. de 2025
  • 5 min de leitura
Roda de crianças diversas de mãos dadas brincando ao ar livre

Cinco dinâmicas testadas em sala de aula para transformar empatia e cooperação em hábito, não em teoria.

 

Você, professor ou coordenador pedagógico, provavelmente já viu uma disputa por brinquedo virar o motivo de uma manhã inteira perdida, ou um grupo que sempre exclui o mesmo colega na hora de formar equipe. Trabalhar empatia e cooperação não é um “extra” no currículo: a BNCC já trata competências socioemocionais como parte do que a escola precisa desenvolver, ao lado da alfabetização e do raciocínio lógico.


Jogos cooperativos são uma das ferramentas mais diretas para isso, porque colocam a criança na prática da cooperação, não apenas na teoria dela. Reunimos aqui 5 jogos com idade indicada, material necessário e o que cada um desenvolve, além de orientações para aplicar na rotina escolar.


Em resumo

  • Jogos cooperativos eliminam a lógica de vencedor/perdedor: o grupo avança ou aprende junto, o que reduz comparação e exclusão entre colegas.

  • Os 5 jogos aqui cobrem faixas etárias de 2 a mais de 5 anos, com materiais simples e fáceis de adaptar à sua escola.

  • A conversa depois do jogo (o que sentiram, o que foi difícil) é o que transforma a atividade em aprendizado socioemocional, não só em brincadeira.

Por que jogos cooperativos funcionam para desenvolver empatia e trabalho em equipe

Palmieri (2015), em estudo sobre jogos cooperativos na Educação Infantil, observa que essas atividades ajudam professoras a integrar práticas de cooperação e solidariedade na rotina, favorecendo a negociação de conflitos e a internalização de valores como ajuda mútua e empatia. Fonseca e Silva (2013), estudando jogos cooperativos nas aulas de Educação Física, chegam a conclusão semelhante: o formato sem perdedores favorece as relações interpessoais entre os estudantes de forma mais consistente do que dinâmicas competitivas equivalentes.


Na prática de sala de aula, isso significa que o jogo cooperativo não é só uma atividade “mais gentil”. Ele muda a estrutura social do grupo: ninguém precisa se destacar para que a atividade seja bem-sucedida, o que reduz a formação de hierarquias que costumam alimentar exclusão e bullying mais adiante.


5 jogos cooperativos para aplicar em sala de aula


1. Corrida do lençol

  • Idade indicada: a partir de 4 anos

  • Material: um lençol grande ou lona


Forme duas equipes com o mesmo número de crianças. Cada grupo segura as pontas de um lençol, com uma bola leve no centro. O objetivo é levar a bola até uma linha de chegada movendo o lençol em conjunto, sem deixá-la cair. As crianças precisam combinar os movimentos em voz alta: se alguém se distrai, a bola cai, e o grupo aprende rápido que o resultado depende da coordenação de todos.


2. Juntos somos mais fortes

  • Idade indicada: a partir de 3 anos

  • Material: blocos de montar ou peças grandes


Grupos de três a quatro crianças constroem juntos uma torre ou figura específica, cada uma fazendo uma ação por vez (colocar, empilhar, escolher a peça). O jogo ensina a esperar a vez e reconhecer que cada contribuição individual importa para o resultado coletivo.


3. Passa o abraço

  • Idade indicada: a partir de 2 anos


Em roda, um aluno inicia um abraço que passa de colega para colega até fechar o círculo. Depois, pode-se variar com aperto de mão ou um elogio verbal. Simples de aplicar mesmo sem material, funciona bem como ritual de acolhimento no início ou fim do dia.


4. Pintura coletiva

  • Idade indicada: a partir de 3 anos

  • Material: papel kraft, pincéis e tintas


Um papel grande estendido no chão ou na parede, com pincéis para todos. O desafio é criar juntos um mural sobre um tema (natureza, amizade, escola). Sem espaço individual delimitado, a turma precisa negociar espaço e cores em tempo real.


5. Labirinto cooperativo

  • Idade indicada: a partir de 5 anos

  • Material: fita adesiva e objetos para obstáculos


Um labirinto de fita no chão, com obstáculos leves. Uma criança de olhos vendados atravessa o percurso guiada verbalmente por um colega; depois, invertem os papéis. Desenvolve confiança e comunicação clara, já que quem guia precisa aprender a dar instruções que o colega realmente consiga seguir.


Como aplicar jogos cooperativos na rotina escolar

  • Planeje com antecedência: escolha o jogo conforme o objetivo pedagógico da semana, não só por conveniência de tempo livre na agenda.

  • Apresente as regras com clareza: linguagem simples e demonstração prática, especialmente com os menores.

  • Estimule a reflexão pós-jogo: pergunte o que sentiram, o que foi difícil, o que fariam diferente. Essa conversa é onde a competência socioemocional realmente se consolida.

  • Reforce atitudes positivas: nomeie especificamente quem ajudou, quem esperou a vez, quem elogiou o colega.

  • Adapte à faixa etária e ao grupo: o mesmo jogo pode ficar mais desafiador para turmas maiores ou mais simples para os menores.

  • Registre a evolução: anotar como a turma responde a cada jogo ao longo do semestre ajuda a documentar progresso socioemocional para relatórios e portfólios.


Se organizar essa reflexão pós-jogo para cada turma toma tempo, o material gratuito 10 coisas que o ChatGPT pode fazer por você reúne tarefas do dia a dia do professor que a ferramenta pode ajudar a agilizar, incluindo o tipo de preparação e registro descrito aqui.

Direto ao ponto

O que diferencia um jogo cooperativo de um jogo competitivo?

No jogo cooperativo não há vencedores e perdedores individuais: o grupo atinge o objetivo junto ou aprende junto com a tentativa. Isso desloca o foco da comparação entre colegas para a coordenação entre eles.


A partir de que idade posso aplicar jogos cooperativos?

Os jogos desta lista cobrem a partir dos 2 anos, mas a maioria dos formatos pode ser adaptada tanto para turmas menores quanto para Anos Iniciais do Fundamental, ajustando a complexidade das regras.


Jogos cooperativos substituem atividades competitivas na escola?

Não precisam substituir. O ideal é equilibrar os dois formatos, para que a turma desenvolva tanto a cooperação quanto a capacidade de lidar com regras de disputa, sem que um substitua o espaço do outro no currículo.


Como avaliar se o jogo está funcionando pedagogicamente?

Observe a conversa pós-jogo e a repetição de comportamentos ao longo das semanas: menos exclusão na formação de grupos e mais iniciativa espontânea de ajuda entre colegas são sinais de que a competência está sendo internalizada, não só ensaiada durante a atividade.


Quer continuar trabalhando empatia o ano inteiro?

Os 5 jogos aqui são um bom começo, mas empatia e respeito à diversidade se consolidam com prática contínua, não com uma atividade isolada. O Calendário de Atividades Inclusivas reúne uma atividade por mês ao longo do ano letivo, alinhadas à BNCC, para manter esse trabalho vivo na rotina da turma, não só em datas isoladas do calendário escolar.


Referências:

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