Reflexões e estratégias para discutir a saúde mental na sua escola

Conheça estratégias para que a discussão sobre saúde mental na escola faça parte da rotina da sua instituição.


Aluna estudando com uma boa saúde mental na escola.

Em uma única semana, uma criança passa, pelo menos, 25 horas em ambiente escolar. Por conta disso, devemos entender esse espaço como algo maior do que, apenas, um ambiente educacional e introduzir temas que nem sempre estão disponíveis para diálogo em outros ambientes. E a saúde mental na escola é um deles – senão o mais importante deles.


Quando passamos a entender a escola como um espaço de socialização, descobertas, autoconhecimento e desenvolvimento, também passamos a compreender a importância de educar indivíduos que poderão, juntos, experimentar formas mais complexas de se viver de forma conjunta.


O espaço escolar propicia também uma certa preparação do discente para o que chamamos de “mundo lá fora”, de forma natural. No entanto, a escola é, desde o primeiro dia de aula, parte desse “mundo lá fora”, o que faz com que ela se torne um mecanismo mais do que fundamental para que possamos nos expor, enquanto indivíduos, à sociedade como um todo.


Isso, no entanto, não quer nem de longe dizer que o espaço escolar tem licença, então, para deixar as emoções do indivíduo que a frequenta restritas do portão para fora. Pelo contrário.


Isso porque aprender é um processo emocional, que nos move de um lugar de conforto para um lugar em que há muito conflito e, por conta disso, muitos sentimentos que podem se tornar mais intensos.


Justamente por conta disso é que o ambiente escolar deve ser um local de acolhimento e de acompanhamento da saúde mental de quem o frequenta, em todos os seus níveis e posições, do aluno, professor, gestor, coordenador ou colaborador.


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É urgente discutir saúde mental na escola e fazer do espaço de aprendizagem um local de acolhimento seguro para quem o frequenta


Quando a escola abre as suas portas para seus estudantes, equipe pedagógica, operacional e administrativa, cabe sempre lembrarmos que estamos abrindo nossas portas para pessoas complexas, que estão expostas a processos intensos, que conduzem a mudanças profundas naquilo que realmente somos.


Por conta disso, a saúde mental na escola é mais do que um tema a ser trabalhado junto dos estudantes e do corpo escolar, é uma urgência.


Dessa forma, é vital e fundamental que o ambiente escolar se envolva no processo de ajudar seus alunos e seu corpo de trabalho a desenvolver competências socioemocionais que nos permitam, sempre, buscar por relações mais humanizadas, mais maduras emocionalmente, ainda que esse amadurecimento seja sempre resultado de um processo.


Fazer com que isso aconteça envolve mais do que abrir espaços no planejamento docente para discutir com os alunos os intrincados processos cerebrais que envolvem a produção ou reprodução de emoções.


Isso porque, para fazer com que o espaço para a discussão da saúde mental na escola se abra, é necessário um real investimento em tempo, em escuta ativa, em acolhimento.


É necessário que possamos olhar para nossos alunos para além da nota, do aproveitamento, do conceito ou mesmo da sua frequência no livro de chamada.

Isso porque é necessário que aprendamos a olhar para cada um deles de forma que seja possível realmente transcender a relação de professor, gestor, administrador ou coordenador-aluno para torná-la uma relação entre indivíduos.


E quando conseguimos realmente construir essa ponte, é impossível desfazê-la, pois, por meio dela, enxergamos nosso aluno como uma pessoa que realmente conta conosco para, às vezes de forma urgente, passar a se compreender enquanto indivíduo no mundo.


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Algumas estratégias para que a discussão sobre saúde mental faça parte da rotina escolar


Oferecer escuta atenciosa e ativa é uma das primeiras formas de abrirmos a porta para que a saúde mental na escola possa realmente fazer parte do nosso dia a dia no ambiente educacional.


Além disso, é necessário ter um olhar atento e acolhedor para aqueles alunos que buscam a nossa ajuda, bem como para outros profissionais.


Dessa forma, com essas pequenas contribuições, conseguimos fazer com que o ambiente escolar possa ser um meio de transformação das nossas crianças e adolescentes, que poderão se sentir realmente acolhidos em momentos de transformação e amadurecimento em suas vidas.


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