Preconceito: como evitar e trabalhar com os alunos?

Tratar de questões como preconceito em sala de aula pode ser difícil, mas é fundamental. Confira nossas dicas para fazer isso de forma eficiente.



Nas últimas semanas, questões relacionadas ao preconceito ficaram em evidência. Mas, quem está no dia a dia de uma sala de aula sabe que essas questões sempre surgem em algum momento e devem ser tratadas com seriedade.


A aceitação da diversidade e o respeito a todas as etnias, orientações sexuais, religiões e classes sociais é um tema que deve ser tratado em sala de aula. Não apenas para evitar casos de preconceito, mas também para mostrar aos alunos as consequências dele no mundo e o que podem fazer para, ativamente, lutar contra esse problema.


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Confira abaixo alguns passos que sua escola pode tomar para participar dessa luta e trabalhar, junto aos alunos, por um mundo menos preconceituoso.


Reconheça o preconceito


O primeiro passo para consertar um erro, é reconhecê-lo. Por isso, não adianta tentar se integrar em uma luta contra o preconceito sem reconhecer o que é preconceito. Os alunos não devem saber apenas o que isso significa na teoria, mas também na prática.


Ou seja, falar sobre o período de escravidão e suas motivações não é o suficiente, porque os alunos não vão conseguir ver como isso afeta os dias de hoje. É preciso mostrar também as estatísticas de quantas pessoas negras são líderes de corporações nos dias de hoje, e como isso está relacionado.


Preconceito não é algo abstrato. Ele interfere, atrapalha e atrasa os planos de milhões de pessoas em todo o mundo. Falar sobre diversidade é falar sobre como, ativamente, esse sistema precisa mudar.


Muitas vezes, o bullying também é uma consequência do preconceito. Veja como combater o bullying.


Abra espaço para os alunos


Uma das melhores formas de lutar ativamente contra o preconceito é dar espaço para que pessoas que sofrem preconceito possam contar suas experiências. Não tente tomar a narrativa alheia e contar nas próprias palavras o que acontece. Em vez disso, abra espaço para que alunos que pertencem às minorias contem sobre suas vivências.


Estimule os relatos sem interrupções e, então, conversas sobre os temas. Lembre a todos que preconceito é algo estrutural em nossa sociedade e, mesmo que todos tenham algum preconceito, é possível lutar contra, ouvindo as pessoas que sofrem por conta dele.


Esse espaço pode ser também uma forma de estreitar a relação entre professores e alunos. Saiba como o relacionamento entre professor e aluno pode ser importante.


Estimule a exposição à diversidade


Quando vemos os livros clássicos recomendados na literatura nas escolas, vemos algumas características que se repetem: a maioria dos autores são homens, brancos, de descendência europeia. O mesmo acontece na hora de recomendar filmes e músicas.


Incluir a diversidade no dia a dia é uma forma muito eficaz de lutar contra o preconceito. E não há forma mais simples de fazer isso do que escutar, assistir, ler e recomendar conteúdos feitos por pessoas negras, indígenas, asiáticas, com deficiência, em situação de vulnerabilidade social, etc.


Você pode começar revisitando a lista de livros que os alunos precisam ler para a disciplina de literatura. Quantas autoras existem na lista? E quantos são negros? Só essas perguntas já vão revelar questões importantes sobre a diversidade e a luta contra o preconceito na escola.


Não se atenha a datas


Isso é algo muito comum em escolas, no comércio e na mídia: falar de um tema apenas quando ele está em evidência. No Dia Internacional da Mulher, vemos homenagens e eventos para ressaltar a importância das mulheres na sociedade. No dia seguinte, o assunto já é esquecido.


Mude essa mentalidade na sala de aula. Não espere o mês da Consciência Negra para falar sobre racismo, nem o Dia do Índio para comentar sobre a população indígena. Procure falar sobre diversidade e preconceito no dia a dia, fazendo da inclusão uma questão rotineira, e não algo para ser tratado uma vez por ano.


Quando falamos de preconceito, a luta precisa ser contínua. Isso porque o preconceito em si também é contínuo. Ele não acaba quando uma pessoa só percebe que esteve errada no seu julgamento e decide mudar. Mas quando diversas pessoas aprendem a desenvolver uma sociedade mais diversa, todos saem ganhando.


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