Neurociência e educação: novos métodos na sala de aula

Aprender sobre neurociência pode levar seus métodos de ensino a outro nível. Venha saber mais!

O aprendizado é algo automático e inerente aos seres humanos. Descobrimos informações e as retemos, muitas vezes sem filtros e sem fazer escolhas. Saber mais sobre o funcionamento do cérebro é uma forma de compreender esse processo e favorecer a aquisição de conhecimento. Por isso, a neurociência é uma grande aliada da educação.


Estudando particularmente o funcionamento do sistema nervoso, a neurociência traz conceitos que interessam a quem trabalha com educação. Como nosso cérebro interpreta informações e as compreende, como ele toma decisões, como faz cálculos são todas questões pertinentes e cujas respostas podem trazer novos métodos de ensino.


Confira abaixo como a neurociência elucida questões importantes da área da educação – e como ela pode agir em sala de aula.


Neurociência e educação: como aprendemos?


Neurociência, resumidamente, estuda as funcionalidades do sistema nervoso, que é o responsável pelo nosso aprendizado. Ela é dividida em áreas como a neuropsicologia, neurociência cognitiva e a neurofisiologia. Todas essas áreas, no entanto, têm um objetivo em comum: entender como funciona a nossa mente e como podemos estimulá-la para otimizar seus processos.


O aprendizado é um desses processos. Sabemos que ele acontece no sistema nervoso, começando pelos nossos sentidos e sendo levado ao cérebro, onde será compreendido, assimilado e, se tudo der certo, armazenado. Depois de algum tempo sem os estímulos certos, esse aprendizado pode ser esquecido.


Mas quais são os fatores que afetam o sistema nervoso e podem influenciar no aprendizado? Confira alguns deles abaixo:


Plasticidade cerebral


O cérebro não é um órgão que não se modifica ao longo do tempo. Assim como nossos pulmões podem mudar por conta da poluição do ar e nossa pele sofre as ações do tempo, o cérebro muda de acordo com a interferência do ambiente.


Isso é o que chamamos de plasticidade cerebral – a capacidade de o cérebro ser afetado por estímulos externos. E isso influencia diretamente no aprendizado: quanto mais plástico for o cérebro, mais fácil será adquirir conhecimento.


As metodologias ativas têm muito a ver com esse assunto. Quer saber mais? Confira em nosso blog.


Memória


A memória funciona de uma maneira curiosa: a ativação de circuitos neurais acontece com associação, quando um circuito é ativado por outro e ativa o próximo. Quanto isso acontece frequentemente com os mesmos circuitos, essas sinapses ficam mais estáveis, o que faz delas mais simples e rápida. Isso é o que chamamos de memória.

É por isso que, ao aprender um novo fato, podemos lembrar dele com mais facilidade quando o associamos com algo que já conhecemos.


Emoção


A emoção também tem uma grande capacidade de deixar as sinapses mais fortes e estáveis. Por isso, ela pode influenciar em nossa memória e, consequentemente, no aprendizado. Por isso, memórias de infância são fáceis de recordar, mesmo que a pessoa tenha uma memória recente falha.

O relacionamento entre professor e aluno pode afetar muito as emoções de ambos os lados. Saiba mais sobre esse assunto!


Motivação


A motivação é o que nos leva a cumprir uma tarefa esperando por um bom resultado. Por isso, quando encaramos tarefas muito difíceis e não alcançamos o resultado desejado, nos sentimos desmotivados a tentar novamente.


Atenção


O sistema nervoso central só processa aquilo a que prestamos atenção, e a atenção está ligada aos estímulos que recebemos e ao nosso interesse. Quando os estímulos são excessivos, por exemplo, não conseguimos prestar atenção em nada.


Neurociência em sala de aula: como aplicar?


Entendendo princípios básicos da neurociência, nos perguntamos: como isso funciona, de fato, em sala de aula? Confira abaixo algumas dicas que vão ajudar professores a aperfeiçoarem seus métodos:


  • Trabalhe todos os canais de aprendizagem: visual, oral, auditivo, motor e o registro de memorização;

  • Ofereça atividades inovadoras, como aulas com vídeos e músicas, mas também as tradicionais, como a escrita e as apresentações em grupo;

  • Envolva os alunos no aprendizado, permitindo que eles compartilhem suas experiências e se envolvam emocionalmente com o que é estudado;

  • Compreenda os interesses e motivações da turma e procure trazer essas questões para a sala de aula;

  • Tenha a tecnologia como uma aliada e utilize a internet, vídeos e aplicativos que possam ajudá-lo.


O que mais os professores inovadores podem trazer para a escola? Saiba aqui!


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