8 mulheres brasileiras que fizeram história para se inspirar

Atualizado: Mar 9

Para o Dia Internacional da Mulher, estude e se inspire nessas 8 brasileiras que lutaram pelos seus objetivos e alcançaram grandes feitos!

A história da mulher no Brasil passou por muitos momentos conturbados. Até os dias de hoje, ser mulher pode ser difícil, sendo uma causa de discriminação. Porém, mesmo em meio a adversidades, diversas mulheres deixaram suas marcas em nossa história.


Confira a seguir 8 mulheres que são grandes exemplos e inspirações para todos:


1. Maria Firmina dos Reis


Maria Firmina dos Reis é conhecida por ser a primeira mulher romancista do país. Ela escreveu Úrsula em 1860, falando sobre escravidão e criticando a elite da época. É um livro marcante por ter, pela primeira vez, o ponto de vista dos escravos.


Mas ela também foi um grande exemplo e inspiração para educadores. Afinal, Maria Firmina dos Reis era uma professora, negra, de origem humilde. Acreditando sempre em uma educação igualitária, ela se destacou pelas suas lutas nessa área. E ajudou a criar a primeira escola mista gratuita do estado.


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2. Maria Quitéria de Jesus


Muitas vezes comparada à Joana D’Arc, Maria Quitéria foi a primeira mulher a entrar nas Forças Armadas. Ela fugiu de casa para se juntar ao Regimento da Artilharia em 1822. Para isso, cortou os cabelos e se vestiu como homem.


Seu pai não havia permitido que ela se juntasse ao exército. Porém, um de seus superiores a defendeu, dizendo que as habilidades de Maria Quitéria eram impressionantes. Assim, ela pode continuar lutando.


3. Maria da Penha


Nascida no Ceará, Maria da Penha se tornou um dos nomes mais conhecidos em nosso país. Depois de duas tentativas de homicídio que deixaram Maria paraplégica, o marido dela foi preso. Porém, após dois anos, ele foi solto novamente.


Por isso, ela começou a lutar por seus direitos. Maria da Penha fez uma petição contra o Estado brasileiro por impunidade. Sua história foi ouvida, e a impunidade da justiça, reconhecida. Assim, em 2006, foi criada a Lei Maria da Penha para proteger vítimas de violência doméstica.


4. Chiquinha Gonzaga


Uma mulher que costuma ser comentada quando falamos de música, Chiquinha Gonzaga foi uma grande compositora. Durante o império, ela se dedicou a explorar ritmos brasileiros, criando uma das mais famosas marchinhas de Carnaval.


Mas sua contribuição foi além: ela era uma grande militante pela abolição da escravatura. Em uma época em que se falava pouco sobre o assunto, ter uma artista defendendo a causa fez toda a diferença.


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5. Irmã Dulce


Irmã Dulce era conhecida como “o anjo bom da Bahia”. Já aos 13 anos, ela transformou a casa dos pais em um centro para pessoas carentes. Sua obra humanitária é uma das mais importantes desse século.


Por seu atendimento a pessoas pobres e doentes, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1988. Muitas pessoas fora do Bahia só começaram a reconhecer sua história depois que ela foi beatificada.


6. Virgínia Bicudo


Professora, pesquisadora e psicanalista, Virgínia Bicudo foi uma pioneira em sua área. Sua dissertação foi o primeiro trabalho sobre conflitos raciais brasileiros na história. Depois disso, ela ainda desenvolver diversas pesquisas sobre o tema para a UNESCO.

Além do seu trabalho com conflitos raciais, ela ainda atuava como psicanalista. Foi a fundadora do Instituto de Psicanálise de Brasília.


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7. Leolinda Daltro


Nascida na Bahia, essa mulher foi a grande precursora das questões indígenas em nosso país. Ela era professora e uma reconhecida feminista, que defendeu o direito ao voto em 1917. Além disso, foi fundadora do Partido Republicano Feminino.


Para gerar consciência sobre as questões indígenas, Daltro promovia excursões pedagógicas pelo país. Hoje, o Diploma Cidadã Leolinda de Figueredo Daltro é oferecido para 10 mulheres brasileiras que se destacam em suas áreas.


8. Zilda Arns


Zilda Arns era uma médica pediatra e sanitarista que escreveu seu nome na história brasileira. Ela fundou a Pastoral da Criança, que segue ajudando crianças e adolescentes até hoje.


Mas seu principal trabalho foi a luta contra a mortalidade infantil. Zilda Arns desenvolveu uma metodologia própria, com tratamentos preventivos. Assim, ela combatia também a desnutrição a violência infantil.