Por que adotar as metodologias ativas de aprendizagem?

Atualizado: Mar 4


Não é novidade que os alunos estão cada vez mais ativos e conectados. Para auxiliar professores e gestores que precisam de novas alternativas para que a sala de aula seja tão atrativa quanto o mundo fora da escola, existem as metodologias ativas de aprendizagem. O objetivo dessas metodologias é tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes, colocando o aluno no centro da aprendizagem.


E o que mudou no cenário educacional?


É perceptível que o cenário educacional mudou e vem mudando a passos rápidos. Os alunos de hoje já não são mais os mesmos, são nativos digitais, hábeis com os recursos tecnológicos e têm acesso às informações na palma das mãos a todo o momento.

Com a necessidade de mostrar a esse aluno, nativo digital, tecnológico e ativo, que ele é parte do processo de ensino e aprendizagem e que sem ele o processo não acontece, podemos nos utilizar das metodologias ativas de aprendizagem.


Diferencial da Aprendizagem Ativa


Como o próprio nome diz, uma aprendizagem ativa coloca o aluno como protagonista de seu próprio aprendizado. Assim, o conhecimento não está mais focado somente no professor (ensino), mas sim no aluno (aprendizagem). Para auxiliar o professor, existem técnicas pedagógicas que motivam e engajam o estudante: as metodologias ativas.


Uso de metodologias ativas em sala de aula


Durante uma aula expositiva tradicional, os alunos, sentados em suas carteiras, somente ouvem o que o professor fala e são passivos no processo de ensino e aprendizagem.


As metodologias ativas podem ser usadas em todas as áreas de aprendizagem e trabalhadas dentro da grade curricular para colocar o aluno em um aprendizado mão na massa.


O planejamento inicial de uma aula com uso de técnicas de metodologias ativas inicialmente é mais trabalhoso, mas, em um segundo momento, o professor se torna mais confortável com a técnica e se vê em um novo papel em sala de aula, o de direcionador do aprendizado.


As metodologias mais utilizadas


PjBl – Aprendizagem Baseada em Projetos: os alunos trabalham os conceitos ao realizarem projetos. O objetivo é aplicar os conceitos teóricos na prática e responder a uma eterna pergunta: “Professora, para que serve esse conceito?”. Assim o aluno vivencia e aplica a teoria na prática.


PBL – Aprendizagem Baseada em Problema – na sala de aula, problematizar uma situação faz com que o aluno desenvolva raciocínio crítico e habilidades e competências exigidas pela BNCC (Gestão de problemas, trabalho em equipe etc.).


Peer Instruction – metodologia desenvolvida pelo professor Eric Mazur, da Universidade de Harvard, que fomenta o aprendizado por pares. Na sala de aula, ao fazer um trabalho prévio, o aluno aproveita o tempo para fixar o conceito e aprimorá-lo discutindo com sua dupla.


TBL – Team Based Learning – Aprendizagem por time – trabalhar em equipe sempre proporciona engajamento e motivação. Com essa metodologia, os momentos de discussão e troca de informação oferecem ganhos significativos de aprendizagem.

Professor, fica a dica: não importa qual técnica você irá usar, mas coloque o seu aluno para ser o protagonista de seu próprio aprendizado.


* Vanessa Leite é formada em História pela Universidade do Vale do Paraíba e Pedagogia pela Universidade de Taubaté. Foi professora de Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e atuou na Educação de Jovens e Adultos por sete anos. Atualmente faz Pós-graduação em Gestão Escolar na USP, é analista de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Educacionais e atua na área da Educação há mais de 10 anos.

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