Meditação como ferramenta na educação

A meditação pode melhorar o desempenho dos alunos e os relacionamentos na escola. Venha saber mais!


A meditação é uma prática milenar. Em muitos lugares, ela é uma prática religiosa. Em outros, é vista como uma maneira de melhorar a qualidade de vida. Praticantes de meditação em todo o mundo relatam melhoras na saúde mental, na convivência, na concentração e na memória depois de incluí-la na rotina.


Por anos, ela vem sendo colocada por médicos e psicólogos como uma prática benéfica, que pode ajudar em quadros de estresse e ansiedade, além de diminuir a incidência de problemas cardiorrespiratórios. Mas a meditação tem espaço em sala de aula?


De acordo com diversos experimentos, a resposta é sim. Na McKinley-Brighton Elementary School, em Nova Iorque, os estudantes demonstraram uma melhora de comportamento depois da implantação de trinta minutos de meditação antes das aulas. A mesma escola, assim como outras no país, instituiu uma “sala da meditação” para substituir a detenção.


O Brasil não ficou de fora dessa tendência. Na Escola Básica Municipal Henrique Veras, em Florianópolis (SC), as aulas de educação física da professora Rosângela Martins dos Santos começavam com meditação. A professora incentiva a prática há mais de dez anos e afirma que os alunos mudam o comportamento não apenas entre eles, mas também com os professores.


Saiba aqui qual é a importância de um bom relacionamento entre professores e alunos!


Daniela Degani, a fundadora do MindKids, também afirma que a meditação pode e deve ser incluída nas escolas. Ela ensina a prática para professores, crianças, adolescentes e pais. Após passarem por seu programa, 95% de 200 alunos afirmaram que a prática os ajudou, e 75% citaram cinco ou mais aspectos positivos das aulas, como mais tranquilidade, concentração e mesmo discernimento para tomar decisões.


Benefícios da meditação para a educação


Pesquisadores da Universidade de Udine, na Itália, estudaram os efeitos da meditação em um grupo de 16 alunos do ensino fundamental – de sete e oito anos. Suas descobertas foram as seguintes:


  • A meditação aumentou a atenção das crianças em sala de aula;

  • Problemas como medos, isolamento e ansiedade foram reduzidos;

  • De dez a doze minutos de meditação por dia se mostraram uma maneira de melhorar a criatividade e aumentar a positividade entre os estudantes.


Investir na saúde mental dos alunos é uma das tendências para 2020 na educação. Quer saber quais são as outras? Confira nosso post!


Na Escola de Administração da Universidade Erasmus de Rotterdam, na Holanda, estudos também mostraram que a meditação reduz a inquietação, irritação e o nervosismo na escola. E, ainda que essas mudanças possam ser consideradas comportamentais ou sociais, isso não quer dizer que não há mudanças na estrutura do organismo.


Estudos de neurociência já encontraram evidências de que a estrutura e o funcionamento do cérebro podem mudar com uma prática regular de meditação. Por isso, somos mais capazes de nos concentrar, memorizar e raciocinar de maneira lógica quando inserimos essa prática no dia a dia.


Além disso, diminuindo o nervosismo e a irritação, a meditação ajuda os alunos a lidarem com problemas internos e, assim, evita que eles afetem o convívio na escola. Isso significa menos conflitos entre alunos e com professores.


Os professores também se beneficiam dessa prática. A meditação auxilia na diminuição do estresse do dia a dia, aumenta a paciência e ajuda a relaxar no final da jornada de trabalho.


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Implantando uma prática de meditação


Sabendo dos benefícios dessa prática para os alunos, é preciso saber que existem maneiras de implantá-la na escola de forma mais eficiente. Afinal, meditar diariamente é difícil até mesmo como prática individual. Como, então, instituir isso em sala de aula?


Confira algumas dicas abaixo:


  • Não mude os horários frequentemente. Se a meditação foi feita no começo das aulas, faça sempre no começo das aulas;

  • Não tente instaurar rotinas difíceis de primeira. Dez minutos de meditação já são o suficiente;

  • Evite colocar o novo hábito como algo punitivo e obrigatório. Não faça dela mais uma tarefa que os alunos precisam entregar;

  • Fale sobre os benefícios dessa prática e explique porque ela é uma boa ideia na escola – com essa compreensão, os alunos estarão mais abertos para participar;

  • Converse com os pais sobre esse novo projeto e fale dos benefícios da meditação. Eles podem ser relutantes quanto ao assunto, mas lembre-os de que ninguém será obrigado a participar.


Por fim, tenha paciência. Assim como todo novo hábito, a meditação pode demorar algum tempo para fazer parte da rotina escolar. Quando todos já estiverem acostumados, os benefícios serão muitos.


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