Como aplicar o ensino híbrido em sala de aula

Atualizado: Mar 4


O termo híbrido é usualmente utilizado para identificar que algo é composto por diferentes elementos. Os carros híbridos, por exemplo, são compostos por motores diferentes: um a gasolina e outro elétrico, uma mistura entre o carro convencional, movido a combustão, e o motor elétrico. Mas, e o ensino híbrido? Como ele funciona?


Assim como o carro híbrido é uma mescla do carro tradicional com a tecnologia do motor elétrico, o ensino híbrido é uma mistura da aula tradicional presencial com a aula on-line.


De acordo com Priscila Rodrigues de Souza e Maria do Carmo de Andrade, ambas pesquisadoras do ensino híbrido:


O ensino híbrido, ou blended learning, combina ensino presencial (tradicional) e ensino on-line (e-learning).


Com essa composição, o ensino híbrido permite integrar a tecnologia à educação, onde o aluno aprenderá, em parte, por meio do ensino on-line.


Para Lilian Bacich, doutora em psicologia escolar, essa mistura metodológica impacta na ação de ensino do professor e na ação de aprendizagem dos alunos.


Durante toda aplicação do ensino híbrido, o professor é o mediador das atividades e os alunos são protagonistas da própria aprendizagem.


O ensino híbrido na prática


O Clayton Christensen Institute propôs alguns modelos de ensino híbrido: o modelo de Rotação, o Flex, o A La Carte e o modelo Virtual Enriquecido. Os três últimos modelos são considerados disruptivos, ou seja, fazem com que haja uma mudança na aula tradicional que conhecemos e precisam de um tempo maior para a aplicabilidade. Os modelos disruptivos serão trabalhados em um próximo artigo. Abaixo, exemplificarei os modelos rotacionais, pois são mais fáceis de serem inseridos nas aulas do dia a dia.


Modelo de Rotação: Acontece dentro ou fora da sala de aula, onde há uma rotação, um revezamento das atividades realizadas. Esse revezamento acontece entre os modos verbal, escrito e on-line, com um tempo pré-determinado pelo professor.

O modelo rotação está divido em:


1. Rotação por estações – O professor divide as atividades propostas em estações (pelo menos uma estação deve ser on-line). Em grupos, os alunos revezam as atividades das estações dentro da sala de aula, sob um tempo estabelecido pelo professor e todos os grupos devem passar por todas as estações.


2. Laboratório rotacional – A rotação das atividades acontece entre um laboratório de informática ou um espaço com computadores ou tablets e a própria sala de aula. Os alunos são divididos em dois grupos e, enquanto um grupo está desenvolvendo uma atividade no laboratório, o outro grupo está na sala de aula realizando outra atividade.


3. Sala de aula invertida – Como o próprio nome já diz, é a inversão da sala de aula: a teoria é estudada em casa, no formato on-line, e o espaço da sala de aula é utilizado para discussões, resolução de atividades e atividades práticas.


4. Rotação individual – Considerado um pouco mais trabalhoso pelos professores, nesse modelo cada aluno tem um roteiro individualizado do que ele precisa aprender, há uma lista personalizada de atividades para realizar durante a aula.


O ensino híbrido é uma tendência educacional, pois integra tecnologias digitais ao ensino, é adaptável à realidade da sala de aula e, durante a execução das atividades, altera a configuração do espaço da sala de aula convencional, trazendo mais inspiração e participação dos alunos ao processo de aprendizagem.


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* Vanessa Leite é formada em História pela Universidade do Vale do Paraíba e Pedagogia pela Universidade de Taubaté. Foi professora de Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e atuou na Educação de Jovens e Adultos por sete anos. Atualmente faz Pós-graduação em Gestão Escolar na USP, é analista de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Educacionais e atua na área da Educação há mais de 10 anos.

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