Ensino a distância: como não comprometer a qualidade?

Depois de tantos meses, como avaliar o ensino a distância e traçar estratégias para que a sua qualidade não seja comprometida?


Em março as escolas de todo o Brasil pararam por conta da pandemia causada pelo novo Coronavírus e, desde então, o ensino a distância se tornou a nossa realidade enquanto educadores.


Ainda que sejam muitas as escolas já autorizadas à retomar suas atividades presenciais, é importante que pensemos de que forma podemos avaliar este período.


E, mais do que tudo, refletirmos: será que o ensino a distância não veio, de fato, para ficar e agora já não faz parte da nossa realidade como um todo?


As experiências brasileiras e pelo mundo revelam que até mesmo as escolas autorizadas a retomar as atividades presenciais ainda não o fizeram e tampouco o farão com todos os alunos ao mesmo tempo.


Assim, mesmo agora, com um retorno parcial e gradual, o ensino a distância ainda é uma realidade para muitos educadores e educandos.


Estabelecendo-se um método de ensino híbrido e emergencial, quais são os ganhos e as reflexões tão necessárias para esse momento?


De que forma podemos aproveitar as lições aprendidas nesse tempo de ensino a distância exclusivo?


E, por fim, como podemos garantir que essa forma de ensinar e aprender continue primando pela qualidade?


Um balanço dos principais desafios do ensino a distância até hoje


A pandemia causada pelo novo Coronavírus revelou, mais uma vez, um dado brutal que marca a desigualdade, o acesso e a permanência no ambiente educacional de milhões de brasileiros.


Foram muitas notícias ao longo deste tempo que se dedicaram a mostrar que nem a pandemia e tampouco a educação foi vivenciada por todos de uma mesma forma.


Em meio a inúmeras propostas lançadas por escolas e governantes para criar um ensino remoto emergencial, muito se viu que o acesso à Internet barrou muitas crianças quando o assunto era o aprendizado.


Para além disso, evidenciou-se também a dificuldade dos profissionais a se adaptarem a essa nova exigência do tempo, que era dar aulas de modo remoto e ainda efetivas, "desplugando" a conexão da educação com seus métodos mais tradicionais.


Para além disso, os problemas emocionais logo começaram a dar seus primeiros sinais - e, sobretudo, sinais de que algo não ia bem.


A ansiedade se tornou palavra rotineira e, sem dúvida, impactou de forma negativa o processo educacional.


No entanto, nem tudo foi ruim.


Aprendemos de uma forma incrível a lição de que a educação precisa definitivamente se aliar a métodos menos tradicionais, que se liguem também com as novas tecnologias.


É preciso, mais do que nunca, reconhecer a validade e a importância das ferramentas digitais para a sobrevivência e continuidade da educação ampla, acessível e de qualidade.


O que podemos fazer para que a qualidade possa ser mantida, mesmo durante o ensino a distância?


A educação a distância deve perseguir incansavelmente um fundamento: o equilíbrio e a minimização dos danos que por si só ela possa vir a causar.


É importante sempre ressaltar e lembrar que não são todos os alunos que podem desfrutar de um lugar tranquilo para estudar, que não são todos que têm acesso à Internet de qualidade (enquanto outros sequer têm acesso) e destacar a importância do papel do educador frente a esses desafios.


O ensino pode ser on-line - e é, de fato.


Mas a educação não pode se limitar, jamais, a um único meio.


É preciso manter-se próximo dos seus alunos, acolhê-los em suas dificuldades, estar disponível e pronto para atendê-los em suas dúvidas, ainda que elas pareçam ser, mais do que nunca, óbvias.


Frente a um tempo em que quase 140 mil pessoas perderam suas vidas e mais de 4 milhões foram contaminadas pelo novo Coronavírus, é preciso também treinar a empatia para que a educação mantenha seu sentido.


A ansiedade, a falta de perspectiva de mudança, o temor pelos avós, pais e outros familiares e até mesmo as perdas dão o tom para essa época em que vivemos e milhares de destinos foram alterados definitivamente.


É preciso, mais do que nunca, exercitar o acolhimento, a empatia, treinar nossos dotes junto às tecnologias e também aqueles que são tão cruciais para as nossas relações off-lines.


O mundo e a educação podem até ter ganhado esse tom digital, mas a nossa humanidade não.


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