Entenda as diferenças de alfabetização e letramento e como aplicá-las no ambiente escolar

Atualizado: Mar 4


Muito tem se falado sobre a alfabetização dos alunos e, com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC em 2017, ficou decidido que a alfabetização dos alunos deve ocorrer até o final do 2° ano do Ensino Fundamental.

Com isso, a BNCC busca preencher uma lacuna entre a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental.

No Ensino Fundamental – Anos Iniciais, os componentes curriculares tematizam diversas práticas, considerando especialmente aquelas relativas às culturas infantis tradicionais e contemporâneas. Nesse conjunto de práticas, nos dois primeiros anos desse segmento, o processo de alfabetização deve ser o foco da ação pedagógica. (BNCC, Brasil, 2017)

Com o avanço da tecnologia e a era digital, precisamos incorporar essas ferramentas em nossas aulas para enriquecer a aprendizagem dos alunos e favorecer as habilidades de leitura e escrita.


Antes de falarmos sobre o que podemos fazer para ajudá-los nesse processo de aprendizagem, precisamos identificar a diferença entre alfabetização e letramento, mesmo que os dois processos estejam conectados.


De acordo com Morais, 2007, citado por SANTOS et al em Alfabetização e Letramento: dois conceitos, um processo:

Alfabetização é um processo de aquisição da “tecnologia da escrita”, isto é, do conjunto de técnicas, procedimentos e habilidades necessárias para a prática de leitura e escrita: as habilidades de codificação de fonemas em grafemas e de decodificação de grafemas em fonemas, isto é, o domínio do sistema de escrita (alfabético ortográfico) (MORAIS; ALBUQUERQUE, 2007, p. 15).

E letramento é:

[...] um “conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito” (MORAIS; ALBUQUERQUE, 2007, p. 7).

Ou seja, alfabetização é o processo de aprendizagem da leitura e da escrita, e o letramento é a interpretação desse processo e aplicabilidade em nosso cotidiano.


Dado esse contexto, o professor tem o papel de mediador do conhecimento e a responsabilidade de desenvolver essas habilidades e ampliar o conhecimento dos alunos.


Ao planejar atividades para as aulas, pense nas perguntas abaixo:

  • O aluno fará conexão com o seu cotidiano, aplicando seus conhecimentos fora da sala de aula?

  • Quais habilidades se quer trabalhar?

  • É possível trabalhar de forma coletiva para que cada aluno contribua com novas informações ou questionamentos?

  • Desenvolve-se o vocabulário e a interpretação dos alunos?

  • Quais áreas do conhecimento se trabalha?

Algumas sugestões de atividades são:

  • Leitura de histórias com debates sobre as ações dos personagens;

  • Análise de textos de revistas;

  • Pesquisa sobre a receita da sobremesa favorita e a indicação dos elementos presentes para que a receita seja feita com sucesso, por exemplo, os ingredientes e modo de preparo;

  • Atividades lúdicas que trabalhem o senso crítico dos alunos.

Ferramentas digitais para a alfabetização e letramento:

  • Jogos de formar palavras;

  • Livros digitais;

  • Softwares de produção e edição de textos;

  • Aplicativos de pronúncia de palavras e conexão com a imagem correta.



* Regiane Castro é formada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, com pós-graduação em Ensino de Matemática. Atua na área de educação há 10 anos e atualmente faz MBA em Gestão de Tecnologia da Informação e Pedagogia.


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