Como explorar a inovação na educação nos próximos anos?

Implementar técnicas que visam a inovação na educação podem fazer com que a sua aula mude, bem como a relação dos seus alunos com a aprendizagem.


As aulas tradicionais funcionam, muitas vezes, como depositárias, em que o esforço do professor consiste em, apenas, "repassar" conhecimentos, depositando-os em seus alunos.


Utilizando recursos tradicionais - livros didáticos, paradidáticos, avaliações em forma de trabalhos e provas, aulas expositivas -, os professores sentem dificuldades para reter a atenção dos seus alunos.

E, sobretudo, mantê-la durante os 50 minutos de uma aula tradicional.


Por conta disso, é essencial que pensemos e elaboremos estratégias contínuas que visem a inovação na educação.


A inovação na educação vai além de, simplesmente, utilizar recursos digitais em sua aula e exige reflexão, organização e planejamento por parte do educador, da escola e, ainda, das famílias.


Inovação na educação: um projeto contínuo


Buscar por técnicas de inovação na educação envolvem planejamento, que vai além de, simplesmente, encher a sala de aula com recursos tecnológicos.


A inovação pode estar relacionada com os recursos didáticos e paradidáticos utilizados e até mesmo com a forma de dar uma aula.


Quando se trata de dar aula é importante lembrar qual o sentido dessa ação, o que visa, o que objetiva.


Se temos como objetivo geral a formação de um cidadão que possa atuar plenamente em seu meio, quais são os objetivos intermediários que podem conduzir seus alunos a esse objetivo geral?


Para além dos conteúdos, é também fundamental buscar por uma forma emancipatória de educar, que leve ao discente possibilidades de aprender a pesquisar, a comunicar o que foi aprendido e de, por que não, ensinar.


Isso tudo se afasta da aula tradicional à medida em que ela se torna uma ferramenta de, como dissemos, transmissão passiva de conteúdos, que são, apenas, aprendidos, registrados e avaliados.


As formas de explorar essas outras habilidades são muitas e todas elas valem a pena quando se trata de refletir e inovar.


Gerar seu próprio material para dar aula é uma dessas formas.


Quando nos dedicamos a elaborar de fato materiais para nossos alunos, podemos refletir em um processo todo, do momento da primeira leitura até à discussão do que se leu e se aprendeu.


Esses materiais, para além da discussão, podem se transformar em jogos que visam a colaboração ao invés da competitividade, em momentos de debate ao invés de discussão.


A inovação e os recursos tecnológicos


Não é possível, em 2020, especialmente, negar quão fundamental é para o processo de ensino e aprendizagem a utilização de recursos tecnológicos.


Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus, as aulas se tornaram puramente digitais em grande parte das escolas.


Diante disso, é importante que utilizemos esse momento tão particular para observarmos, também, o nosso futuro enquanto educadores.


Não é possível que, simplesmente, reneguemos tudo o que foi aprendido nesse momento e voltemos a fazer tudo como fazíamos antes.


Se a pandemia nos forçou a aprender a dar aula a distância, quando for o momento de voltar com as aulas presenciais, por que não utilizar, ainda, esses recursos tecnológicos em sala de aula?


Embora saibamos que a maior parte das escolas no Brasil mal conta com computadores para as atividades mais burocráticas e que, por conta disso, nem sempre pode oferecer esses recursos para seus alunos, a tecnologia não se limita a isso.


Podemos lançar mão de formas diferentes de aprender, tais como a produção de podcasts ou de videoaulas dirigidas pelos próprios alunos, para os alunos.


Ou, ainda, podemos utilizar outras linguagens que nos permitam, também, explorar a aula com os materiais que já temos: celulares, tablets, câmeras fotográficas, entre outros.


O importante é sempre deixar claro que inovação nem sempre está simplesmente relacionada com tecnologias e que, muitas vezes, ela se concentra apenas em métodos.

Nem sempre precisamos de uma lousa digital, de uma grande TV, de computadores para todos os alunos ou Internet de fibra óptica distribuída em vários pontos da escola.

Muitas vezes, inclusive, esses recursos podem até piorar nossa didática.


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Por isso, antes de considerarmos inundar nossas aulas com tecnologias, por que não refletirmos sobre o que é, de fato, inovação na educação e como podemos mudar a nossa forma de ensinar, em si?


Dessa forma, podemos perceber que uma mudança de atitude pode ser mais valiosa que, simplesmente, a mudança ambiental.


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