Como a Educação 5.0 pode ajudar a melhorar a educação?

A Educação 5.0 vincula o desenvolvimento socioemocional de forma definitiva ao aprendizado da escola. Descubra o que ela é e como educar socioemocionalmente!

Do que se trata, necessariamente, a Educação 5.0?


Essa é a pergunta essencial que devemos responder neste texto, sobretudo porque, para muitas pessoas, a Educação ainda tem como desafio preocupações que tangem ao espaço escolar, à merenda e, muitas vezes, até à falta de mesas ou cadeiras para os alunos.


Em um contexto tão diverso, sobretudo por muitos alunos terem acesso a meios tecnológicos para aprender enquanto outros não têm acesso nem mesmo ao essencial, como podemos tratar de uma evolução tão importante e tão necessária na Educação?

Vamos juntos, passo por passo.


Saiba mais: O que é a Educação 4.0? Quais são seus desafios e o que podemos esperar da Educação 5.0?


O que é a Educação 5.0?


Compreender a educação como um processo implica em, necessariamente, admitir que há uma cadeia evolutiva que suporta o que chamamos de educação.


Não há como negar que tivemos avanços educacionais ao longo do tempo e que eles se deram nos mais diferentes níveis, que vão desde a relação entre professor e aluno até à organização de uma escola em si.


Atualmente, a educação ainda sofre diversas mudanças ano após ano e, a mais recente delas, trata da entrada definitiva dos meios tecnológicos e digitais em sala de aula.


Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus, com as aulas via web e com a necessidade de aprendermos a dar aula de forma digital, escancaramos, para além da disparidade social, outros desafios a solucionar.


Retirando da discussão os abismos sociais, que inviabilizaram a aprendizagem e a continuação dos estudos de milhares de discentes, talvez o que mais nos provoque diz respeito às competências socioemocionais dos nossos alunos.


E, para além das tecnologias (que é um assunto muito pautado pela Educação 4.0), é justamente isso que a Educação 5.0 aponta como uma das nossas maiores carências: como educar pessoas autônomas emocionalmente?


Saiba mais: O que podemos fazer para que os alunos sejam mais atuantes em sala de aula e em sua própria aprendizagem?


Como educar socioemocionalmente?


A escola, por si só, já provoca o contato com muitas pessoas diferentes e ao mesmo tempo e é justamente nela, quando a criança sai de sua casa pela primeira vez (lugar em que todos são muito parecidos), que a educação socioemocional tem seu início.


Educar uma sociedade com maior inteligência socioemocional implica em um grande desafio para educadores como um todo, sobretudo porque nós, muitas vezes, também enfrentamos as nossas próprias dificuldades ao lidarmos com o que é diferente de nós.


Mas quando se trata de crianças, adolescentes e jovens, é uma missão que assumimos levar para eles o que encontrarão mais tarde em ambientes profissionais: a necessidade de lidar com as pessoas.


Dentro da sala de aula, no entanto, temos uma amostra do que virá no futuro: a necessidade de, junto com outras pessoas, solucionar problemas que impactam de forma negativa ou positiva na vida de todos.


Diante disso, é um papel mais do que fundamental do educador promover momentos em que os seus alunos possam verdadeiramente contribuir com seus colegas, seja compartilhando conhecimentos, seja participando de desafios juntos.


Saiba mais: Como podemos ensinar de forma mais ativa as competências socioemocionais?


Como desenvolver atividades em que as competências socioemocionais possam ser trabalhadas?


A sala de aula, por si só, é um ambiente rico em diversidade e reúne discentes de várias famílias, com várias culturas diferentes e com experiências de vida diferentes.


Nós, professores, em uma sala de aula já temos isso como insumo básico para que os alunos experienciem práticas em que possam desenvolver competências socioemocionais.


Talvez a mais importante delas diga respeito à empatia, que é, justamente, a superação da diferença em prol da criação do bem estar de outras pessoas. É a capacidade de nós nos colocarmos no lugar do outro, portanto.


Diante disso, que tal elaborar propostas em que os alunos sejam avaliados não só pelos seus resultados finais, mas, ainda, pela forma que têm de contribuir com a aprendizagem mútua?


Que tal elaborar seminários em que os alunos compartilhem e ensinem uns aos outros através das suas próprias formas de comunicar o que sabem?


Quando desafiados à colaboração, os discentes como um todo devem ter clareza sobre o que esperamos deles: que assumam lideranças, que atuem de forma generosa uns com os outros e que, por fim, cheguem juntos a conclusões a respeito do que lhes propusemos, até porque é exatamente isso que viverão no futuro, em que terão de compartilhar o dia a dia com pessoas ainda mais diferentes.


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