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Autismo na escola: 6 práticas para apoiar a aprendizagem de alunos com TEA

  • Foto do escritor: Faz Educação & Tecnologia
    Faz Educação & Tecnologia
  • 2 de abr. de 2024
  • 3 min de leitura

O Transtorno do Espectro Autista, ou TEA, é mais conhecido como autismo. Ele uma condição que afeta a maneira como uma pessoa percebe o mundo, se comunica e interage com os outros. Quem tem TEA pode ter interesses intensos e dificuldades em compreender as emoções dos outros.


O autismo pode apresentar diferentes intensidades em suas características – por isso, se usa a palavra “espectro”. Algumas pessoas autistas podem ter dificuldades na linguagem e na comunicação. Outras, podem ser muito boas em matemática ou em memorizar informações.


Dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Nesse dia, é importante lembrar que o TEA não é uma doença. É um transtorno do neurodesenvolvimento que apresenta alteração nas áreas da comunicação, da socialização e de padrões de comportamento. Logo, é essencial que escolas com alunos autistas saibam compreender e apoiar esses estudantes.



Quais são as dificuldades escolares relacionados ao autismo?

Alunos com TEA podem enfrentar desafios na escola, como dificuldades na comunicação e interação social. Muitas pessoas autistas têm dificuldade para reconhecer, entender e expressar emoções. Por isso, começar ou manter uma conversa pode ser difícil. Consequentemente, fazer amigos também acaba sendo, principalmente entre os mais jovens.


Outra característica comum do autismo é a sensibilidade sensorial. Pessoas podem ser mais ou menos sensíveis com sons altos, texturas específicas, luzes muito fortes e outros estímulos sensoriais. Na escola, é comum que essas características não possam ser controladas o tempo todo.


Além disso, quem tem autismo não se acostuma facilmente com mudança de ambiente ou de rotina. Logo, atividades novas na escola, ou mesmo a troca de sala de aula, pode gerar um grande estresse.


Por fim, a existência de estereótipos e preconceitos dificulta a interação social e a formação de vínculos. Com o tempo, isso pode levar ao isolamento e à exclusão.


6 práticas para apoiar a aprendizagem de alunos com autismo

Como o autismo é um espectro, é importante dizer que não há uma fórmula mágica para sua escola ser mais inclusiva. Cada estudante autista terá peculiaridades que devem ser compreendidas e acolhidas. Com isso em mente, confira 6 práticas para ajudar seus alunos com TEA no ambiente escolar:


1. Adapte o ambiente

A escola pode ser um lugar agitado, que causa estresse em alunos autistas. Crie espaços tranquilos e organizados, com rotinas previsíveis e visuais, para reduzir ansiedade. Ter um cantinho calmo para momentos de pausa e regulação emocional pode fazer diferença no dia a dia.


2. Busque apoio de profissionais

O autismo deve ter apoio de uma equipe multiprofissional. Não para tentar encontrar uma "cura", mas para promover a pessoa autista mais qualidade de vida, desenvolvendo suas capacidades cognitivas e funcionais. Manter uma comunicação regularmente com todos os profissionais é fundamental para conhecer mais a criança, por meio da troca de informações, estratégias e evidências do desenvolvimento da mesma.


3. Flexibilize o currículo

Algumas questões curriculares precisarão ser flexibilizadas para alunos autistas. Por exemplo, será importante adequar a comunicação em sala de aula. O uso de uma linguagem simples e direta é essencial para que todos os alunos compreendam o que deve ser feito. Se necessário, a escola também pode usar pranchas ou aplicativos de comunicação.


Usar recursos visuais e multissensoriais também ajudam muito na comunicação com pessoas com autismo. Utilize material visual, como gráficos e esquemas, e atividades práticas para facilitar a compreensão.


Técnicas de regulação emocional também podem ser ensinadas. Ensine práticas de relaxamento e autocontrole, como respiração profunda e pausas sensoriais.


4. Promova os interesses específicos

Interesses específicos, ou hiperfocos, são uma característica comum do autismo. Descubra quais são os interesses dos seus alunos autistas o quanto antes. Então, incorpore esses interesses em atividades escolares, incentivando a participação e engajamento.


5. Desenvolvimento de habilidades sociais

Entre as habilidades socioemocionais, a socialização pode ser uma das mais difíceis para pessoas autistas. Logo, a escola deve fazer um esforço extra para ajudar os alunos nesse quesito. Promova interações sociais estruturadas e ensine habilidades de conversação e brincadeiras. Por exemplo, você pode realizar teatros com regras simples para praticar interações sociais.


6. Envolva as famílias

Mantenha uma comunicação aberta e colaborativa com os pais de alunos autistas. Ao compartilhar informações e estratégias, vocês podem descobrir maneiras de apoiar o desenvolvimento do aluno.


Quer saber mais sobre como criar um ambiente escolar mais inclusivo? Confira outros posts sobre o assunto no blog da Faz Educação!


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