Como lidar com a ansiedade em meio à pandemia

A ansiedade é um sintoma gerado pela incerteza do momento, em que a preocupação dá o tom para todas as nossas relações pessoais


Com as aulas suspensas e com a necessidade de buscarmos por alternativas para que nossas atividades educacionais não sejam totalmente paralisadas, a ansiedade pode dar o tom para nossa vida, pelo menos nesse tempo.


No entanto, algumas explicações devem ser dadas para que o sentimento não nos tome por completo.


Entender como ele surge, o que o desencadeia e como podemos amenizá-lo é, neste momento, essencial para que possamos, conforme o tempo passar, retomar nossas atividades normais do dia a dia.


Saiba mais: Como explicar sobre o Coronavírus e os motivos da prevenção.


O isolamento social, a ansiedade e a pandemia


O isolamento social surgiu como uma resposta à pandemia do novo Coronavírus.

Conforme o vírus se espalhou pelo mundo, governos de todo o mundo passaram a adotar essa medida como preventiva, barrando o contágio.


No entanto, o isolamento social, para além da preocupação já instaurada ante à pandemia, também gera um quadro de bastante ansiedade.


Diante disso, certamente, o melhor remédio sempre foi a informação.


É permanecendo informados - preferencialmente através de informações oficiais - que encontraremos meios de superar esse momento com mais tranquilidade.


Portanto, pegue leve com você mesmo. Busque por dados oficiais, concentre suas energias em fazer atividades positivas para a sua saúde física e mental e fuja mesmo de informações não checadas.


Quer saber quais são os principais indícios de uma notícia falsa que pode piorar seu quadro de ansiedade?



Com essas medidas é mais fácil manter a tranquilidade e escapar da ansiedade.


A sensação de estar em risco aumenta o sentimento


A ansiedade é um mecanismo ativado pelo nosso corpo quando sentimos que estamos em risco iminente.


É uma sensação desencadeada para que possamos ficar mais atentos e, estando mais atentos, possamos dar uma resposta imediata ao que nos coloca em risco.


No entanto, esse resquício de um estado emocional que tinha ligação com a necessidade de se proteger que o homem primitivo tinha, permanece conosco até hoje, mesmo quando vivemos em um mundo com riscos mais reduzidos.


Assim, a ansiedade gera um estado de humor instável, uma sensação de irritabilidade constante, dificuldade para se concentrar em outras coisas e até mesmo para se alimentar.


E, para tudo isso, o melhor remédio sempre foi a atenção ao que estamos sentindo e como estamos sentindo.


Buscar por formas que possam atenuar nossas preocupações também é essencial, filtrando, na medida do possível, a quantidade de informações que chegam até nós.


O excesso de informação, tal como as fake news, podem ser igualmente danosos e gerar estados de humor que não são ideais para o momento, como a preocupação e a ansiedade.


Assim, seja agora, seja como legado desse momento, o ideal é sempre buscar equilíbrio em relação à quantidade e dar-se um tempo para refletir e absorver as notícias.


Observe o estado do humor dos seus alunos


Da mesma forma que nós - ou até em maior escala - nossos alunos também enfrentam um momento de grande preocupação.


De um lado, eles são bombardeados o tempo todo por informações de diversos tipos.

De outro, têm seus avós, seus entes queridos, isolados, visto que, sendo crianças e adolescentes, são geralmente assintomáticos ao novo Coronavírus.


Assim, para eles, o isolamento social, as informações e o distanciamento também de seus grupos de apoio - seus amigos e colegas de colégio - pode ser uma combinação que gera ainda mais ansiedade.


É nosso papel, enquanto professores, adotarmos medidas que possam, de alguma forma, atenuar esse sentimento.


Isso pode se dar, sobretudo, pela via científica: explicar, adaptando a cada contexto e idade, o porquê que é tão necessário adotar essas medidas nesse momento e quais serão os impactos dessa postura no futuro.


Assim, criando uma relação de causa, ação e consequência positiva, temos uma atenuação dessa sensação, sobretudo por sabermos que todas as medidas preventivas não são adotadas em vão.


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