Alfabetização emocional: como trabalhar com seus alunos

A alfabetização emocional é uma etapa essencial do ensino e da aprendizagem, ela ajuda a criança a lidar com suas emoções no ambiente social e socioeducativo.

Quando a criança passa a participar de um novo círculo social, estranho ao seu lar - em que o contato é predominantemente afetivo -, é comum que diversos conflitos emocionais se instaurem. E assim reconhecemos a necessidade da alfabetização emocional.


A jornada educativa de uma criança, podemos afirmar, é marcada por uma série de pequenos abalos sísmicos:

  • Quando chega o primeiro dia de aula e sua família a deixa na escola pela primeira vez;

  • O momento da compra e prova do uniforme e do material escolar;

  • Quando se faz a primeira visita ao novo ambiente de ensino;

  • O momento que ela recebe a notícia de que irá à escola.

Por si só esses eventos podem ser muito desgastantes emocionalmente para toda a família.


Mas quando se trata da criança, existe um problema ainda maior: um mundo novo se abre, com novas necessidades, descobertas e particularidades.


A alfabetização emocional é um processo pedagógico e familiar


Uma vez que a instituição educacional reconheça a necessidade da alfabetização emocional, inicia-se um percurso em que se faz necessário, também, refletir o próprio currículo escolar.


Nosso currículo escolar e o nosso projeto político pedagógico costumam, por definição, focalizar conteúdos e formação cidadã, mas nem sempre reflete as necessidades de uma criança que tangem à forma como ela deve lidar com suas próprias emoções.

Não há qualquer consenso em como se deve lidar com as emoções, sobretudo porque este é um processo cultural, familiar e individual.


Então, qual o papel da escola em relação à alfabetização emocional de uma criança?


Embora nem sempre as aulas apresentem grandes novidades ou mesmo a solução para as questões que dizem respeito às nossas emoções, é necessário reconhecer que a escola, como um todo, suscita, o tempo todo, essas questões.


As relações sociais entre os próprios discentes, entre os docentes e os discentes, entre os demais educadores e os discentes, por si só, suscitam questões formativas em relação às nossas emoções.


Portanto, em todos os lugares e em todos os momentos da jornada educativa, o discente está exposto a um número de emoções que até então lhes eram desconhecidas.


Assim, cabe-se dizer, que a escola, independente da aula, da matéria, do conteúdo, é um ambiente, por si só, formador de nossas emoções.


O envolvimento familiar no processo de educação emocional


Tratamos também a alfabetização emocional como um processo familiar porque a criança está intimamente conectada com seus tutores o tempo todo.


Suas decisões, suas avaliações e julgamentos, seu comportamento e suas emoções também são derivadas e compartilhadas por sua família.


Assim, quando se trata de uma educação formal que realmente leva luz à alfabetização emocional de uma criança, é fundamental que a família também esteja envolvida neste processo.


Sobretudo, é importante destacar, porque esse processo socioeducacional e emocional terá efeitos de longo prazo nas crianças, senão em suas vidas inteiras, refletindo em suas relações íntimas e em suas relações sociais.


Como o cérebro age frente a essa nova realidade para a criança e à alfabetização emocional?


O nosso cérebro está em um constante processo de aprendizado e desenvolvimento e reage a diversos estímulos, comportamentos, situações, vivências e emoções.


Assim, podemos mudar de comportamento, de opiniões, aprimorando-as, mudando-as ou amadurecendo-as.


O motor fundamental para todas essas mudanças, certamente, é a experiência, que muda conforme o mundo e a sociedade nos apresenta a novos desafios, vivências, situações, conhecimentos e mudanças.


Nosso amadurecimento emocional é também determinado pela forma como nós nos sentimos diante de tantos gatilhos mentais, seja essa mudança determinada por um processo consciente ou não.


Enquanto nossas emoções em si desencadeiam um processo fisiológico - borboletas no estômago, mãos suadas, sensação de pisar em ovos e tantas outras -, nossos sentimentos são a forma como essas emoções são representadas em nosso interior, seja isso de uma forma consciente ou não.


Essas emoções podem ser percebidas desde o momento que nascemos e somos expostos ao mundo extra-uterino pela primeira vez e se prolonga por toda a nossa vida.

É justamente por conta disso que se faz urgente que nós, enquanto educadores, dos mais diversos níveis, estejamos preparados para a educação também emocional de nossas crianças.


Isso porque, com o passar do tempo, nossas emoções determinam a forma como nós nos relacionamos com o meio em que estamos inseridos, na forma como moldamos o mundo ao nosso redor.


Assim, empatia, solidariedade, união, afetividade, amizade, cooperação, liderança... se tudo isso é desejável para um indivíduo no seio da sociedade, como, de forma bem específica, é também nosso papel criar um ambiente que os propicie.


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