Como acolher as crianças sem o toque na retomada das aulas?

Acolher as crianças sem o toque é um desafio. Veja 5 dicas para tornar o retorno às aulas mais acolhedor para todos.

Com a pandemia, tudo mudou. Nossos hábitos, nossa forma de pensar e nosso modo de viver. Aprendemos que o distanciamento social pode salvar vidas, que álcool em gel hoje é item essencial em casa e na escola. Muitas vezes, nem mesmo sabemos como são os rostos das pessoas por trás das máscaras faciais de proteção. Em meio a tudo isso, como é possível acolher as crianças no retorno às aulas?


Medo, insegurança, receio de integrar-se aos colegas. Esses são apenas alguns exemplos de como uma criança pode se sentir após esse período de isolamento. E tudo isso pode afetar seu desempenho de diversas maneiras, incluindo os aspectos cognitivo e socioemocional. O acolhimento é uma das estratégias para minimizar esses efeitos e fazer com que todos se sintam bem-recebidos e prontos para o retorno.


Sabemos que crianças precisam de amor, afeto, toque. Agora, como lidar com isso em plena pandemia e retorno das aulas? Acompanhe o artigo de hoje para se preparar com algumas dicas para lidar com esse desafio e acolher os alunos nesse momento tão delicado e importante para todos.


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5 dicas para acolher as crianças no retorno às aulas


Para acolher as crianças, antes de mais nada, lembre-se que os professores também precisam se sentir acolhidos. Portanto, crie um plano de acolhimento contínuo para os profissionais de educação, com apoio socioemocional, treinamentos, canais para serem ouvidos e compartilharem ideias, desafios e o que mais precisarem.


Além disso, para acolher as crianças sem o toque, há outras estratégias, incluindo:


1. Primeiramente, cuide das medidas sanitárias


O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) traz algumas orientações para tratar do ambiente escolar em situação de pandemia e que podem ajudar secretarias e escolas a se preparem para este momento.


Entre as principais diretrizes, estão o cancelamento de atividades em grupos de alunos e a realização de rotinas de revezamento dos horários de entrada, saída, recreação, alimentação e demais deslocamentos coletivos dos estudantes no ambiente escolar. Outras medidas necessárias são as rotinas de triagem e higienização na entrada da escola, desativação dos bebedouros e utilização de garrafinhas individuais de água.


Apesar de medidas como essas prezarem por se evitar aglomerações e riscos, os alunos podem se sentir mais distantes com elas. Lembre-se de esclarecer a importância dessas iniciativas para que todos fiquem seguros e sintam-se acolhidos.


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2. Depois, torne essas medidas mais divertidas


Especialmente para os menores, torne os protocolos de segurança divertidos: usar máscaras, manter distância e lavar as mãos são atitudes importantes para nos mantermos seguros na escola. E quando você usa uma linguagem amigável para crianças para definir o tom e explicar esses protocolos, elas podem se sentir mais confortáveis ​​seguindo as regras.


Assim, por exemplo, quando os alunos chegarem à escola, peça-lhes que verifiquem se suas “máscaras de super-heróis” estão corretas; lembre-os de que heróis usam suas máscaras de maneira correta no rosto. Ao entrar na sala de aula, convide-os a dançar enquanto cantam uma música ao aplicarem o álcool em gel.


Ao andar pelos corredores ou pela sala de aula, peça-lhes que “abram as asas ou voem como um pássaro” para darem espaço uns aos outros para se moverem e não esbarrarem em ninguém.


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3. Seja criativo: medidas pedagógicas para ajudar a lidar com a situação


O Consed apresenta, ainda, como medidas pedagógicas podem ajudar neste trabalho. Isso pode incluir a adoção do ensino híbrido; a revisão dos objetivos de aprendizagem para o ano letivo; o estabelecimento de estratégias de nivelamento e recuperação, entre outras.


Lembre-se: não estamos retornando ao cenário anterior. A expressão "novo normal" realmente busca traduzir uma nova realidade, na qual adaptações são necessárias para que possamos viver e conviver acolhidos, mas em segurança.


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4. Acolha também por meio de afeto nos gestos e no tom de voz


Infelizmente, distanciamento social é necessário para proteger vidas. Por isso, os professores terão de encontrar maneiras de lidar com as crianças que precisam de afeto e carinho, principalmente, formas de acolher as menores de cinco anos.


Especialistas da área de educação e também da saúde orientam que já que o toque não é possível, gestos, músicas e doçura no tom de voz também ajudam as crianças a se sentirem acolhidas, mesmo que não recebam abraços.


Orientar os pequenos com desenhos, músicas e brincadeiras pedagógicas sobre a importância do distanciamento físico e da necessidade de respeitarem as medidas sanitárias pode colaborar também para que eles entendam porque não podem compartilhar um lanche com o colega, dar um aperto de mão, receber colo ou um abraço, etc.


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5. Capriche na decoração dos ambientes escolares


Para acolher as crianças, é importante também que o ambiente seja acolhedor. Se a escola adotou o modelo híbrido ou terá encontros presenciais, lembre-se de preparar os ambientes para que, ao retornarem, os alunos não encontrem um espaço "sem graça" com o qual não tenham vontade de interagir.


Isso pode incluir desde faixas e cartazes de boas-vindas até um mural de exposição com desenhos feitos pelas crianças para seus colegas.


E então, vamos buscar maneiras de acolher as crianças sem o toque na retomada das aulas? Para mais dicas como essas, continue acompanhando o blog da Faz Educação!


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