7 principais necessidades para a implementação dos novos currículos

Atualizado: Mar 4

A implementação dos novos currículos traz consigo alguns pontos de atenção bem importantes. Que tal conhecê-los? Leia o artigo e veja nossas dicas.

Vamos começar este artigo com um questionamento: o que a implementação dos novos currículos tem a ver com as formigas?!


Sim, é possível estabelecer um paralelo! Esses insetos formam uma comunidade muito interessante, que evolui não individualmente, mas de modo coletivo. Os biólogos creditam esse como um dos fatores que possibilitaram a sobrevivência desses seres por mais de 100 milhões de anos.


A implementação de novos currículos, para ser bem-sucedida, também deve ser planejada, executada e acompanhada por toda a comunidade, incluindo secretarias, gestão e supervisão escolar e pedagógica, corpo docente, alunos, pais etc. Esse não é um tipo de trabalho que evolui apenas com o esforço individual, mas que tem tudo para ser um sucesso, sendo fruto de uma construção coletiva.


E essa construção demanda alguns pontos de atenção para, de fato, funcionar. Conheça alguns dos principais a seguir!

1. Promover formações continuadas com regularidade e consistência


As formações continuadas são instrumentos fundamentais para alinhamento, atualização, reflexão e mudança. Por isso, elas não devem ser promovidas apenas pontualmente, mas fazer parte da rotina dos envolvidos.


Elas também devem ser planejadas de modo orgânico, levando em conta o feedback dos alunos, as devolutivas das escolas e as demandas percebidas na prática escolar.


2. Utilizar metodologias ativas tanto para professores quanto para alunos


Os novos currículos fornecem as diretrizes do que deve ser trabalhado. No entanto, a forma como isso será feito pode ser personalizada pelas secretarias e escolas de modo a ter maior aderência à realidade local.


E uma dessas normativas que podem - e devem - ser adaptadas é a utilização de metodologias ativas em sala de aula. No entanto, para propiciar essa experiência aos alunos, é necessário envolver nela primeiramente o corpo docente.


Por isso, a formação continuada para os novos currículos deve ser contextualizada e significativa também para o professor, aplicando tais metodologias em seu processo de aprendizado - assim, ele também conseguirá trazer isso de modo mais natural em sua prática de ensino e mediação em sala de aula.


3. Consultar a comunidade local


Uma mudança sem adesão não gera resultados. E, para potencializar esse engajamento, é fundamental que os integrantes da comunidade escolar sintam-se parte do processo. Portanto, para a implementação de novos currículos, é importante ouvir pais, familiares e comunidade local.


Eles devem compreender a proposta e a motivação da mudança, dar feedback sobre os temas transversais sugeridos etc.


4. Desenvolver e utilizar material de apoio adequado


Os novos currículos são desenvolvidos para sanar necessidades que as versões anteriores não estavam mais conseguindo atender. Eles também refletem as atualizações e mudanças sociais, nas metodologias educacionais e mesmo nas tecnologias de ensino.


Por isso, para a implementação ser bem-sucedida, é preciso que os novos currículos sejam apoiados por uma mudança também no material de apoio.


Esses materiais podem ser desenvolvidos diretamente por cada escola ou conjuntamente pela rede do município. É importante que eles apresentem com precisão e contexto os métodos de ensino que serão aplicados, exemplos e boas práticas em sala de aula, recursos que o corpo docente poderá utilizar para alcançar os objetivos propostos etc.


5. Escolher o novo material didático


Assim como o material de apoio deve ser aderente aos novos currículos, o mesmo ocorre com o material didático. Currículo, metodologias de ensino, propostas de trabalho, material didático - tudo deve "falar a mesma língua" para ter consistência e gerar resultados.


Desse modo, é importante que adotar materiais que sejam coerentes com o novo currículo, com a realidade da escola e com os objetivos de aprendizagem indicados pelo PPP.


6. Adotar recursos que vão além do material didático tradicional


Os novos currículos apresentam objetivos e competências que excedem as possibilidades do material didático convencional. Para atendê-los, é preciso adotar recursos adicionais para apoiar o ensino e a aprendizagem dentro e fora de sala de aula.


As tecnologias, como aplicativos e ambientes virtuais de aprendizagem, são alguns exemplos. Além disso, metodologias como a hands on e design thinking também poderão ser valiosas para gerar interesse dos alunos nesse novo currículo e obter seu engajamento.


7. Elaborar uma estratégia de transição para os novos currículos


É importante fazer um planejamento para que a transição entre o currículo antigo e o novo ocorra de modo fluido e sem maiores dificuldades.


Essa estratégia pode ser desenvolvida em uma ação conjunta entre secretarias e escolas, por exemplo, antevendo eventuais desafios no ano de mudança do currículo e mesmo nos posteriores, se for necessário.


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