6 aplicativos educacionais para utilizar na sala de aula
- Faz Educação & Tecnologia
- 7 de jun. de 2024
- 4 min de leitura

Seis aplicativos com propósitos diferentes para dinamizar a aula, escolhidos pelo que resolvem, não pela novidade.
Aplicativos educacionais só cumprem o que prometem quando escolhidos a partir do objetivo da aula, não da novidade da ferramenta. Entre tantas opções disponíveis, vale reunir uma lista curta e testada, com propósitos diferentes entre si: apresentação, programação, desenho digital, produção de texto, áudio e realidade aumentada.
Aplicativo sem intencionalidade pedagógica clara vira distração, não ferramenta: o valor está em como o professor conecta o app ao objetivo da aula, não no app em si.
A seguir, seis aplicativos organizados por propósito, com indicação de compatibilidade de dispositivo para facilitar a escolha em redes com parques tecnológicos diferentes.
Por que investir em aplicativos educacionais em sala de aula
Os alunos de hoje são nativos digitais: nasceram e crescem rodeados de tecnologia, o que muda a forma como se engajam com o conteúdo. Aplicativos educacionais bem escolhidos ajudam a modernizar metodologias tradicionais, oferecendo experiências mais interativas e adaptadas a esse perfil de estudante.
Além do engajamento, esse tipo de ferramenta pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades específicas: competência digital, criatividade, comunicação, colaboração e resolução de problemas. A BNCC já trata a competência digital como uma das dez competências gerais da educação básica, o que torna o uso intencional de tecnologia parte do currículo, não um extra.
6 aplicativos educacionais para usar em sala de aula
A lista reúne ferramentas com propósitos diferentes: apresentação, programação, desenho digital, produção de texto, áudio e realidade aumentada. Verificamos a atualidade de cada uma antes de recomendar.

1. Keynote
Aplicativo da Apple para criação de apresentações em dispositivos móveis. Mesmo com recursos avançados, é simples de operar, permitindo trabalhar com textos, tabelas, gráficos, fotos, vídeos e animações. Também permite colaboração em tempo real, útil para atividades em grupo em aulas remotas ou híbridas. Requer dispositivo Apple (iPad, iPhone ou Mac).
2. ScratchJr
Linguagem de programação visual voltada a crianças de 5 a 7 anos, desenvolvida por um consórcio de universidades (MIT Media Lab e Tufts University) e mantida sem fins lucrativos. Os alunos criam histórias, animações e jogos interativos por meio de blocos de comando, sem precisar escrever código. Disponível para Android, iOS e alguns modelos Chromebook, o que facilita a adoção em redes com parque de dispositivos variado.


3. Tayasui Sketches School
Ferramenta de desenho, ilustração e pintura digital, com mais de 20 pincéis e recursos que simulam materiais reais (aquarela, acrílico, pastel). É indicada para estimular criatividade, resolução de problemas e a expressão artística, competências valorizadas pela BNCC. Disponível para Android e iOS, com versão gratuita limitada e assinatura para desbloquear o conjunto completo de ferramentas.
4. Pages
Aplicativo da Apple para produção de texto, com recursos para adicionar gráficos, gravações de voz e vídeos a um projeto. Alunos podem criar desde um livro de histórias até um guia ilustrado do bairro ou da escola. Requer dispositivo Apple.


5. GarageBand
Aplicativo de gravação e produção de áudio da Apple, útil para atividades de linguagem oral, criação de podcasts, trilhas sonoras e leitura em voz alta. Pode ser aplicado a partir da Educação Infantil, com atividades simples de captação de voz, até projetos mais elaborados de produção sonora com estudantes maiores. Requer dispositivo Apple.
6. Quiver – 3D Coloring App
Aplicativo de realidade aumentada que anima desenhos coloridos pelos alunos: a criança colore uma folha impressa e, ao escanear com a câmera do dispositivo, a ilustração ganha vida em 3D. Tem mais de 350 folhas de colorir em áreas como Ciências, Matemática e Artes, além de uma versão educacional (Quiver Education) com planos de aula alinhados a currículo. Disponível para Android, iOS e Fire OS, com versão gratuita para testar e assinatura para o catálogo completo, o que o torna a opção mais acessível para redes que não usam apenas dispositivos Apple.

Como escolher e aplicar aplicativos educacionais com intencionalidade
Defina o objetivo pedagógico antes de escolher o app, não o contrário: comece pela habilidade que quer desenvolver, depois procure a ferramenta que serve a ela.
Verifique a compatibilidade com os dispositivos disponíveis na escola antes de planejar a aula em torno de um app específico.
Teste o aplicativo sozinho antes de levá-lo para a turma, para já identificar limitações da versão gratuita ou etapas que podem confundir os alunos.
Combine ferramentas digitais com momentos sem tela: o aplicativo deve somar à aula, não substituir toda a experiência pedagógica.
Reavalie a lista de apps periodicamente. Como mostra a revisão deste próprio post, uma ferramenta recomendada pode ficar desatualizada em poucos anos.
Direto ao ponto
Esses aplicativos funcionam sem internet?
Depende do app e da funcionalidade. Keynote, Pages e GarageBand funcionam offline após instalados. ScratchJr também funciona sem conexão. Quiver e Tayasui Sketches School podem exigir conexão para desbloquear conteúdo adicional ou sincronizar a assinatura.
Preciso de dispositivo Apple para usar esses apps?
Não para todos. Keynote, Pages e GarageBand são exclusivos do ecossistema Apple. ScratchJr, Tayasui Sketches School e Quiver funcionam em Android e iOS, o que amplia a possibilidade de uso em redes com outros tipos de dispositivo.
Como saber se um aplicativo educacional ainda está ativo antes de recomendá-lo?
Verifique a data da última atualização na loja de aplicativos (Google Play ou App Store) e se o desenvolvedor ainda responde avaliações recentes. Um app sem atualização por vários anos, como ocorreu com uma das ferramentas da versão anterior deste post, é sinal de alerta.
Esses aplicativos substituem o papel do professor?
Não. Eles são recursos de apoio: o valor pedagógico vem da forma como o professor conecta a ferramenta ao objetivo da aula, não do aplicativo isoladamente.
