5 mitos sobre as metodologias ativas que você precisa saber

Atualizado: Mar 11

Descubra o que é mito e o que é verdade sobre as metodologias ativas.

As metodologias ativas têm ajudado a moldar um novo momento na educação, mais focado no protagonismo dos alunos, em seu envolvimento ativo e no desenvolvimento de habilidades importantes para o século 21.


No entanto, como tudo que é relativamente novo, as metodologias ativas também estão envoltas em uma série de dúvidas e mitos.


Que tal desmistificar algumas dessas concepções equivocadas sobre as metodologias ativas? Para isso, continue a leitura do artigo.


O que são as metodologias ativas?


Elas são baseadas no construtivismo. Os construtivistas argumentam que a aprendizagem é um processo de "construção de significado". Assim, com as metodologias ativas, o papel do aluno é participar ativamente da construção do seu conhecimento.


E o papel do professor é facilitar essa jornada. Com isso, os estudantes são motivados e encorajados a pensarem, questionarem, colaborarem e participarem ao invés de receberem passivamente informações, copiando dados sem realmente refletirem sobre o que estão escrevendo.


São exemplos de metodologias ativas a aprendizagem baseada em problemas, o ensino híbrido, a aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem colaborativa, design thinking, aprendizagem cooperativa, peer instruction (instrução pelos colegas ou aprendizagem entre pares), entre tantas outras.


O que não são as metodologias ativas: 5 mitos sobre elas


Em razão de as metodologias ativas serem algo relativamente novo e que contrasta com práticas tradicionais, é comum que elas sejam alvo de dúvidas e mitos. Veja, a seguir, alguns exemplos:


1. Não precisa preparar conteúdo para trabalhar com as metodologias ativas


Qualquer tipo de abordagem ou metodologia empregada em sala de aula precisa, sim, de conteúdo. A diferença é como este conteúdo será trabalhado. Se na forma tradicional não havia muita variação, ganha-se bastante versatilidade com as metodologias ativas.


Por exemplo, é possível criar uma prática, baseada em um conceito, na qual os alunos serão responsáveis por desvendarem o problema e criarem um projeto para resolvê-lo.


O professor não fica de lado, mas o foco maior é no senso de resolução de problemas do aluno, para que, assim, ele aprenda na prática o que a teoria tem a ensinar. E isso ajuda a contextualizar e a demonstrar o valor do que ele está aprendendo.


2. O professor deixa de ter papel importante com as metodologias ativas


Com as metodologias, na verdade, o papel do professor é valorizado, já que ele passa a exercer um trabalho ainda mais estratégico. Ele não deve apenas transmitir conhecimentos. Ele irá utilizar uma série de ferramentas, metodologias e abordagens para que o aluno consiga construir esses conhecimentos.


Assim, dá para entender que o papel do professor sempre será importante, e, com as metodologias ativas, ele, ainda, ajuda o aluno a brilhar por meio da luz que ele transmite, ou seja: o aluno vai guiando seu próprio caminho de acordo com as opções e orientações que o professor lhe oferece ao longo de sua jornada.


3. Os alunos precisam se movimentar continuamente dentro da sala


Os alunos até podem se movimentar dentro da sala de aula se este for o objetivo de alguma das aulas ou projetos. Entretanto, aplicar uma metodologia ativa não quer dizer que o aluno precisa estar fisicamente ativo na sala de aula o tempo inteiro.


As metodologias ativas requerem a atividade do cérebro do estudante e não do corpo dele. Claro, há atividades, como as da Cultura Maker, bem "mão na massa", que podem exigir alguma movimentação, mas isso não é a regra.


4. É preciso uma mudança total no layout dos ambientes escolares


As metodologias ativas podem ser aplicadas para projetos e momentos específicos da aula. Assim, adaptações podem ir sendo feitas aos poucos, não é preciso uma transformação total do ambiente.


Pequenas mudanças, como reconfigurar a posição das carteiras, por exemplo, já podem trazer grandes resultados.


5. Metodologias ativas precisam obrigatoriamente estar atreladas ao uso da tecnologia


Esse é um mito bastante comum sobre as metodologias ativas. Hoje, de fato, utilizar tecnologias como aliadas dos processos de ensino-aprendizagem é algo que pode render bons frutos - tanto em abordagens mais convencionais quanto nas práticas ativas.


No entanto, afirmar que, sem tecnologias, não se trabalha com metodologias ativas é um mito. É completamente possível, por exemplo, utilizar um estudo de caso ou realizar um debate sem, necessariamente, utilizar-se da mediação tecnológica. A inovação pedagógica não está nas tecnologias, ela está nas metodologias. Claro que a tecnologia pode ser um meio para viabilizar determinadas práticas, mas essas não estão, de forma alguma, limitadas à adoção tecnológica.


E então, ficou mais claro por que essas afirmações não passam de mitos? Para saber mais sobre as metodologias ativas, baixe o eBook que preparamos sobre Como Revolucionar o Ensino com as Metodologias Ativas!


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