Qual é a diferença entre avaliação diagnóstica, formativa e somativa?

Descubra os principais pontos que diferem a avaliação diagnóstica, formativa e somativa.



A avaliação é um elemento fundamental para que os processos de ensino-aprendizagem sejam bem-sucedidos. Por meio dela, consegue-se monitorar o progresso do aluno, orientando-o sobre pontos de melhoria; desenvolver aulas alinhadas às lacunas de aprendizagem que precisam ser preenchidas, entre outras coisas.


E, para dar conta de tudo isso, existem diferentes tipos de avaliações na educação. Que tal compreender melhor os principais pontos de distinção entre a avaliação diagnóstica, formativa e somativa? Para isso, continue a leitura do artigo de hoje.


O que é a avaliação diagnóstica?


Sucintamente, essa é a avaliação utilizada para coletar dados sobre o que os alunos já sabem sobre um determinado conteúdo. Elas são aplicadas para se conhecer a base de conhecimento atual do aluno ou as suas visões atuais sobre um tópico/questão a ser estudado.


O objetivo é obter um instantâneo de onde os alunos estão atualmente – intelectualmente, emocionalmente, ideologicamente, etc. –, permitindo que o professor faça escolhas pedagógicas sólidas sobre como ensinar o novo conteúdo e qual abordagem de ensino usar.


Esse tipo de avaliação é fundamental em momentos como este de pandemia, com escolas retomando aulas ou reajustando-se a um modelo híbrido. Após um ciclo letivo tão atípico quanto o do ano passado, fazer um diagnóstico para saber como conduzir esse novo período será crucial.


E o que é avaliação formativa? E avaliação somativa?


A avaliação formativa é utilizada para monitorar a aprendizagem do aluno para fornecer feedback contínuo, o que ajuda tanto os professores a alinharem melhor sua estratégia de ensino quanto os alunos a obterem auxílio para melhorar sua aprendizagem.


Por sua vez, a avaliação somativa é usada para avaliar a aprendizagem do aluno no final de um ciclo, com a aferição de notas e conceitos pelo desempenho na prova, teste, etc. Por isso, esse tipo de avaliação tornou-se sinônimo de prova para os alunos.


Quais as principais diferenças entre avaliação diagnóstica, formativa e somativa?


Podemos identificar algumas diferenças entre elas. Por exemplo, quando elas ocorrem no processo de aprendizagem do aluno. A diagnóstica, geralmente, é feita antes de se iniciar um ciclo ou conteúdo, na volta às aulas; a formativa é feita continuamente ao longo dos processos de ensino-aprendizagem e a somativa ao final desses processos e ciclos.


Os objetivos de aplicação em relação a cada momento dos processos pedagógicos também podem diferir. A diagnóstica ajuda a identificar uma base para iniciar os trabalhos e as eventuais defasagens no aprendizado.


Já com as avaliações formativas, o professor busca descobrir se um aluno está indo bem ou precisa de ajuda, monitorando o processo de aprendizagem, assim, objetiva-se melhorar a aprendizagem do aluno, por meio de feedback significativo. E, ao usar avaliações somativas, o educador atribui notas, que demonstram se o estudante atingiu a meta de aprendizagem ou não, avaliando, assim, as realizações dos alunos.


Além disso, tem-se que, nas avaliações formativas, a avaliação é considerada como um processo. Dessa forma, o professor pode ver o aluno crescer e direcioná-lo para continuar progredindo. Mas, na avaliação somativa, é mais difícil para o educador orientar o aluno na direção certa. Afinal, a avaliação já está feita e o ciclo encerrado.


A seguir, confira um quadro-resumo sobre as principais diferenças. Vale lembrar de que as informações estão sintetizadas e que cada tipo de avaliação apresenta outras nuances e características que você poderá se aprofundar em outros conteúdos aqui no blog da Faz:



E então, ficou mais claro para você quais são as principais diferenças entre as avaliações diagnóstica, formativa e somativa? Para saber mais sobre este tema, leia também nosso artigo sobre avaliações na Educação Infantil: observação e intervenção pedagógica.


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