Como aplicar a Aprendizagem Cooperativa (Cooperative Learning) no Ensino Remoto

A aprendizagem cooperativa deve ser presente em todos os ambientes e processos educacionais que sejam desenvolvidos ao longo da vida de um estudante, inclusive no ensino remoto.

Desafiador para muitos professores, sobretudo em ambientes remotos de ensino e ainda essencial para a efetividade de um processo educacional, a aprendizagem cooperativa é fundamental para todo e qualquer tipo de aprendizado.


Isso se faz fundamental porque, naturalmente, estamos inseridos em ambientes de socialização e, sendo assim, estamos em constante troca de saberes.


A escola, por si só, é um deles, uma vez que, para além do contato com os professores e com o currículo escolar, os alunos também estão em contato uns com os outros, favorecendo a troca.


Ainda que o contato físico esteja fora dessa equação, é fundamental que os professores sigam ofertando momentos em que atividades sejam propostas para a elaboração conjunta, ainda que seja ela realizada de forma totalmente virtual.


Saiba, hoje, algumas estratégias que podem ser adotadas por professores para a criação de um ambiente em que a colaboração entre seus alunos seja efetiva, plena e bem sucedida!


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A aprendizagem cooperativa para além dos trabalhos em grupo


Uma das estratégias mais adotadas por professores é a criação de pequenos grupos de trabalho, em que os alunos dividem suas tarefas a fim de fazer a apresentação de um determinado tema para a sua classe.


Ainda que seja uma das formas de estabelecer um ambiente que propicie e exija a colaboração, essa é, embora a mais tradicional, vista por muitos professores como a única estratégia para a aplicação do conceito.


No entanto, a colaboração e a cooperação podem se dar de muitas formas e, certamente, já ocorrem sem que, ao menos, sejam percebidas.


Quando um aluno busca outro aluno para tirar dúvidas, ou para ser auxiliado na execução de alguma tarefa, já temos aí a aprendizagem colaborativa, sobretudo porque, ao ensinarmos, aprendemos muito mais do que, simplesmente, executando ou aplicando um conceito a uma questão.


Portanto, criar um ambiente em que essa troca ocorra de maneira mais intensa é uma das muitas formas de estabelecer a cooperação como uma das marcas da sua forma de ensinar e, ainda, de aprender, não se limitando a, apenas, criar um grupo em que algo deverá ser produzido e posteriormente apresentado para a sua avaliação.


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Observando as necessidades dos seus alunos em relação à aprendizagem


Muito efetiva, essa é uma das maneiras de aplicar o conceito de aprendizagem cooperativa em sua sala de aula, contribuindo, inclusive, com a superação do déficit de aprendizagem.


Para isso, no entanto, é fundamental conhecer de forma aprofundada seu grupo discente, identificando aqueles alunos que dominam conceitos e formas de aplicá-los e aqueles que ainda manifestam carências em relação à temática apresentada em sala.


Unindo-os, é possível fazer com que um colega auxilie outro em suas dúvidas, criando um vínculo que vai muito além do simples ensinar a fazer, mas, sim, o de uma parceria que se estabelece através da confiança.


Não se trata de delegar as funções de educador aos seus alunos, mas, sim, de possibilitar que cada um experimente, a seu próprio tempo e modo, a sua capacidade de transmitir conhecimento.


Afinal, todos sabem de algo e podem contribuir com uma escola mais próspera quando trocam seus conhecimentos, permitindo que, rapidamente, os conteúdos avancem em seus níveis de complexidade.


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A pesquisa é uma das chaves para a aprendizagem cooperativa


Mais do que pesquisar, é fundamental que os alunos saibam exatamente como realizar a pesquisa e como o resultado desse exercício contribui com seu processo de aprendizagem.


As metodologias ativas contribuem, justamente, com a produção de pesquisa em âmbito escolar, sobretudo quando passam a fazer sentido para o estudante, rompendo com as hierarquias tradicionalmente estabelecidas, em que o professor é o responsável por ensinar e o aluno, apenas, por aprender.


Ao modificar essa estrutura da organização da sua aula, é possível fazer com que o aluno assuma o protagonismo de seu processo de aprendizagem, se tornando o professor um ente mediador entre o conhecimento e seu aluno.


Assim, é fundamental que você, enquanto professor, crie estratégias para que seus alunos se sintam desafiados a aprender, o que pode ser feito através de desafios, da criação de portfólios ou, ainda, através das apresentações para a sala.


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